A pegada ecológica de um país é a área total requerida para a produção de todas as demandas de consumo de sua população, incluindo alimentação, vestuário, educação, saúde, trabalho, moradia, transporte, comunicação, lazer, e outras, as quais implicam em exploração dos recursos naturais no que diz respeito a matéria-prima, a energia, a água, a terra agricultada, a área urbanizada e, ainda a absorção dos resíduos gerados por estas atividades. Portanto, em decorrência do ato de consumir produtos e serviços, a população consome componentes ecológicos do planeta, causando prejuízo ao mesmo.
Podemos verificar que a pegada ecológica dos países desenvolvidos é bem maior do que os em vias de desenvolvimento e subdesenvolvidos. Assim, os países desenvolvidos apresentam um impacto ambiental maior, enquanto no Brasil é de 2,2 hectares por pessoa, nos EUA este número sobe para 12,5 hectares por pessoa. Mundialmente, estima-se que existam 1,8 hectares de área produtiva disponível para cada pessoa.
Acredito, que para sustentar o consumo de um estado como São Paulo que é uma região industrializada, agrícola e que apresenta uma desenfreada urbanização e ainda a maior frota de veículos do país, seria necessário uma área talvez três vezes maior, ou seja, haveria uma relação desproporcional entra a áera do estado e a área necessária para abastecê-lo. A área de sustentação do estado de São Paulo é superior a sua área geográfica, com isso, produzirá um "déficit ecológico". Assim, o estado precisaria de uma área maior para satisfazer o consumo de sua população.
Para mudar este quadro será necessário descobrir um novo estilo de vida baseado em uma ética global, resgatar e criar novos valores, repensar e modificar os nossos hábitos de consumo. Precisa-se viabilizar o desenvolvimento sustentável. Penso que a educação ambiental e o instrumento principal para processar essas transformações garantindo as gerações futuras.
Marta Fernandes Lago
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