segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cuidar do que é nosso, um dever!




Muitos de nós não dão a devida importância a natureza e ao lugar onde vivemos, destruímos as matas, poluímos rios e tudo isso com materiais que podem ser reutilizados com consciência e sem prejudicar o meio ambiente. Pensando nisso, resolvi postar para vocês um trecho de um texto usado por meu pai, Lincoln da Conceição, em sua palestra, para que possam se conscientizar e pensar sobre o que estamos fazendo com o nosso maior patrimônio. A palestra fala sobre sustenthabilidade e tem esse "h" colocado de forma proposital para dar o entendimento da nossa habilidade ou capacidade de realizar muitas tarefas.

Com esse texto eu pude refletir sobre a capacidade que temos em mãos para ajudar a nós mesmos, basta força de vontade de mudar as coisas.
Agora leia o trecho e reflita o porquê de fazermos tanto mal ao que nos sustenta.

"No verão esquenta e a água sobe; o corpo está quente e a água sobe; de noite esfria e volta de novo a água no corpo da gente. O calor da água está em tudo: em nós, na madeira, nas plantas e cai para nós bebermos, para os animais, para as plantas...

A madeira ( o mato) é nosso pai, dá a produção para o filho comer e defende a gente. A terra diz: 'Eu sou sua mãe, vocês tem que me gostar e me usar para viver'. A terra é nossa mãe, cria a gente. A terra quer que a gente produza para comer. A terra, não sabemos de demarcação, não tem limite, é aberta. Índio caminha 60 quilômetros num dia. Mato diz :' Filho vou produzir para você comer, mas você tem que olhar e não deixar eu prejudicar'.

O céu é nosso irmão mais velho. Ele manda a chuva e manda a chuva para nós, para beber, molhar as plantas, criar peixes, tomar banho, lavar...

A mata é um lençol para nós, por isso o índio mora lá. É saúde.

O sol é forte, traz doença e o vento carrega a doença pro mundo( não só para o índio); a mata atrapalha o vento e não deixa passar a doença.

Agora não tem mais mata, por isso está aparecendo tanta doença."

Kapjerê Jõpaipare, um índio parkatêjê paranaense.

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